CGJ inicia preparação de colaboradores dos cartórios de Manaus sobre projeto “Sementes da Vida”


Os colaboradores dos Cartórios de Registro Civil de Pessoas Naturais, da capital amazonense, estão sendo preparados pela Corregedoria Geral de Justiça do Amazonas para orientar os pais de bebês nascidos em Manaus sobre o projeto Sementes da Vida, lançado este ano pela CGJ e onde se pretende plantar um muda de árvore para cada criança nascida na capital. O projeto-piloto, desenvolvido com apoio de vários parceiros, está acontecendo em duas maternidades públicas, mas a intenção é, futuramente, estender a todas as maternidades.

 

Na última sexta-feira (16), os colaboradores dos cartórios participaram de um seminário onde foram discutidos os objetivos do “Sementes da Vida” e a importância da sensibilização e da responsabilidade com as futuras gerações. Pelo projeto, para cada bebê nascido, é plantada uma muda de árvore, de espécie da Amazônia, em área da cidade onde haja necessidade de rearborização.

 

Ao ser registrado no cartório, o bebê ganhará o Certificado do espécime da flora amazônica, que poderá ser localizado por meio de georreferenciamento constante no documento, expedido pelo cartório de Registro Civil de plantão na maternidade, juntamente com o registro de nascimento da criança nascida no local.

 

A ação tem a parceria da Associação de Registradores Civis do Amazonas (Arpen-AM), Associação dos Notários e Registradores do Amazonas (Anoreg-AM), Instituto Soka Gakkai em conjunto com o Centro de Sementes Nativas do Amazonas da Universidade Federal do Amazonas (Ufam); Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas), Oca do Conhecimento Ambiental da Secretaria Municipal de Educação e da empresa Rymo da Amazônia.

 

Segundo o idealizador e organizador do projeto, juiz corregedor auxiliar da CGJ e titular da Vara Especializada do Meio Ambiente e Questões Agrárias da Comarca de Manaus, Adalberto Carim Antonio, a sensibilização do colabores é fundamental para o projeto. “Essa é uma fase importante; inicialmente, estaremos trabalhando com as pessoas que são diretamente ligadas com a execução do projeto. A criança terá sua identidade e a árvore também. Será das mãos dos escreventes, que os pais vão receber a documentação da criança e da árvore. O colaborador precisa estar capacitado para falar da importância desse projeto e dizer o que está envolvido. Vamos fazer aqui essa a capacitação e depois nas maternidades”, explicou o juiz Carim Antonio.

 

Segundo a vice-presidente da Arpen-AM, Juliana Follmer, é necessário o empenho de todos para que pais e responsáveis envolvam a criança na ideia de conservação e sua responsabilidade para com a natureza desde pequeno. “Esse momento de preparação de colaboradores é uma mostra clara de que todas as entidades envolvidas no projeto estão irmanadas para que seja um absoluto sucesso. São pessoas que estarão trabalhando diretamente com pais, médicos, enfermeiros, além de outros profissionais e estamos todos desejosos que esse projeto seja exitoso”, afirmou Follmer.

 

O coordenador do seminário foi o professor da Ufam e ambientalista Manoel de Jesus Vieira Lima Júnior. “Esse projeto traz uma conscientização ambiental das crianças e de suas famílias, desde bebê. Queremos, então, aliar o registro de nascimento, que é a entrega da cidadania, ao registro de plantio de uma árvore, a conscientização ambiental. Esse compromisso com o meio ambiente nos traz hoje aqui, todos os escreventes autorizados dos cartórios que serão atores dessa estrutura, pois estarão no balcão de atendimento nas maternidades sendo a cara do projeto”, explicou o professor Vieira Lima Júnior.

 

Fonte: TJAM